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Beer & Beef reúne churrasco brasileiro e American BBQ em Maringá 

Beer & Beef reúne churrasco brasileiro e American BBQ em Maringá

Há quem chegue atraído pelo cheiro da carne na brasa. Há quem venha atrás daquele prato que provou na edição anterior. E há quem simplesmente não consiga passar diante de um defumador sem querer descobrir o que está sendo preparado ali. No Beer & Beef, que chega à sexta edição no Catuaí Maringá, o churrasco deixa de ser apenas uma refeição e se transforma em uma experiência construída em torno do fogo. Realizado de 4 a 7 de setembro, o festival reúne mais de 30 opções gastronômicas, dezenas de torneiras de cerveja e música ao vivo todos os dias (e a programação também inclui espaço para as crianças). 

Mas, para quem olha para o evento pela perspectiva da gastronomia, o que chama atenção está justamente na diversidade de maneiras de trabalhar a carne. Há churrasco brasileiro, American BBQ, preparos na parrilla, defumação, fogo de chão, burgers e sanduíches. A proposta é colocar diferentes técnicas lado a lado e deixar que o público escolha por onde começar.

O fogo como ponto de encontro

Entre os participantes está a Rootella Eventos, que retorna ao festival com alguns dos pratos que já conquistaram o público. O arroz carreteiro de costela, o bolinho de costela e a panceta feita no fogo de chão estão entre os destaques. Richard Machado, da Rootella, conta que a relação com o Beer & Beef já atravessa algumas edições. Para ele, o diferencial está justamente na combinação de comida, bebida, música e ambiente: uma experiência que acabou entrando no calendário gastronômico de Maringá.

A permanência de determinados pratos também revela algo interessante sobre o comportamento de quem frequenta o festival. O público não vai apenas em busca de novidade: volta para reencontrar sabores. É o caso do Tropicália, da Nomadiz. O prato permanece no cardápio há três anos porque, segundo Alex Lima, conhecido como Peralta, os clientes continuam pedindo. A combinação é pouco convencional para quem pensa em churrasco apenas como carne: steak defumado e desfiado, puxado ao molho de natas e servido dentro de um abacaxi, acompanhado ainda por pedaços da própria fruta.

Se o churrasco brasileiro tem no fogo direto uma de suas grandes referências, o American BBQ leva a experiência para outro caminho: tempo. No espaço da The Best Barbecue, o destaque é o brisket, que pode passar cerca de 15 horas no defumador. A proposta é apresentar ao público de Maringá uma técnica que ainda possui poucos representantes especializados na região.

Bandeja texana reúne brisket, pulled pork e linguiça artesanal. / Foto: divulgação

O brisket também aparece na Bandeja Texana, prato escolhido por Alex Antônio da Silva como o que melhor representa a operação. A porção reúne brisket, pulled pork, linguiça artesanal produzida pela própria casa e acompanhamentos como pão, maionese e picles. É uma espécie de síntese do American BBQ: diferentes preparos, defumação e uma mesa pensada para compartilhar. A operação também leva ao festival hot dogs e burgers que passam pelo processo de defumação, reforçando a ideia de que o sabor da fumaça pode aparecer em vários formatos.

Uma tradição que chega a Maringá

A sexta edição também marca a estreia do Sr. Zanoni no Beer & Beef. A marca, que tem 18 anos de história em Londrina e nove anos em Maringá, chega ao festival com uma relação já consolidada com o churrasco. 

O carro-chefe é a costela assada, preparada por cerca de seis horas no fogo. É dela que surgem também outras interpretações presentes no cardápio, como a baguete de costela, o croquete de costela e o bolinho de carne com queijo. Para Raquel Zanoni, participar do festival é uma extensão natural da história da marca, construída justamente em torno dos assados e da cultura do churrasco. E a costela não é apenas uma escolha gastronômica: é também uma demonstração de como tempo e fogo continuam sendo ingredientes fundamentais quando se fala em carne.

Costela assada, preparada por cerca de seis horas no fogo, é destaque no Beer and Beef

Ao reunir operações com propostas tão diferentes, o Beer & Beef acaba funcionando como uma espécie de retrato contemporâneo do churrasco. De um lado, estão preparos associados à tradição brasileira, como a costela, o carreteiro e a panceta no fogo de chão. De outro, aparecem técnicas e referências internacionais, como o brisket, o pulled pork e o American BBQ. No meio disso, há espaço para burgers, choripan, sanduíches e criações que misturam referências. 

A organização do evento também acompanha o comportamento do público. Guilherme Oliveira, um dos responsáveis pelo festival, conta que a escolha do cardápio passa por pesquisa de satisfação e análise do que funciona a cada edição. Assim, alguns pratos permanecem justamente porque se transformaram em parte da memória de quem frequenta o evento. É uma dinâmica interessante: o festival precisa apresentar novidades, mas também precisa preservar aquilo que o público já incorporou à própria experiência.

Programa para o feriadão

O Beer & Beef funciona neste sábado e no domingo, das 12h às 23h; e na segunda-feira, feriado de 7 de setembro, das 12h às 21h. A entrada é gratuita. A proposta é criar um ambiente em que a gastronomia seja vivida sem pressa: provar um prato, dividir outro, experimentar uma técnica diferente, tomar uma cerveja e descobrir qual sabor vai permanecer na memória depois que o evento terminar.

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