
Antes de se tornar conhecida pelos croissants, a Fica Leve tinha outro propósito. Há cerca de dez anos, Carol Hoffmann e Fernanda Francielle de Castro começaram a empreender juntas produzindo brownies e coxinhas fit para vender a amigos e academias.
Na época, o mercado de alimentação saudável ainda era pouco explorado em Maringá. A primeira tentativa de negócio veio com um food truck saudável, em meio ao movimento de feiras que ocupava a cidade. A experiência, porém, mostrou que aquele não seria o caminho definitivo e elas logo perceberam que precisariam encontrar outro formato.

A mudança começou a acontecer quando Fernanda descobriu a fermentação natural e decidiu que queria fazer pão — mas não qualquer pão. “Eu quero fazer pão de fermentação natural e quero fazer orgânico”, disse Fernanda no momento em que decidiu mudar o rumo da produção. A resposta de Carol foi prática: “O que precisa?”. A produção começou na edícula da tia de Fernanda em uma história que levaria as duas até a Fica Leve de hoje.
A trajetória continuou nas feiras e, em 2019, a Fica Leve já participava de feira orgânica e se consolidava no segmento. As sócias compraram o terreno onde a casa funciona atualmente, mas a inauguração aconteceu em um dos períodos mais difíceis para o setor de alimentação: a pandemia. Não houve festa de abertura nem portas cheias de clientes. Com o lockdown, a casa precisou começar de outra maneira, mas Carol e Fernanda perceberam que havia uma demanda por uma experiência diferente. Hoje, a Fica Leve trabalha em duas frentes: atende outras empresas, como cafeterias de Maringá e de cidades da região, e também recebe o consumidor final.
“É um lugar de destino”, define Carol. A empresa atende cafeterias em cidades como Campo Mourão, Cianorte, Marialva e Mandaguari que fazem parte da Rota dos Cafés Especiais.
Quando o croissant entrou na história

Se a fermentação natural foi decisiva para a construção da Fica Leve, os folhados vieram depois e ajudaram a consolidar a identidade que o público conhece hoje. Em 2019, Fernanda viajou ao Rio Grande do Sul e conheceu um profissional que produzia folhados do zero, inclusive fazendo a própria manteiga. A experiência despertou nela a vontade de aprender a técnica.
Como o trabalho com a massa precisava de controle de temperatura, as sócias precisaram adaptar a estrutura da padaria. A solução encontrada foi inusitada: construir uma espécie de “aquário” de vidro para manter a sala refrigerada. O resultado está entre os produtos que hoje mais chamam a atenção de quem visita a casa. Carol ainda se lembra do primeiro croissant que Fernanda fez. Bastou uma mordida para que ela percebesse o potencial da receita. “Por que as pessoas não conhecem isso?”, foi a reação dela naquele momento.
ABRINDO A CASA

É justamente essa relação afetiva com os produtos que orienta um dos elementos do Abrindo a Casa, que abre as portas de estabelecimentos de Maringá para revelar as pessoas, os negócios, os bastidores, as memórias e as escolhas que existem por trás daquilo que chega à mesa.
A entrevista completa, com os folhados preferidos das donas da Fica Leve e a história de como os festivais passaram a ser usados por elas como estratégia para atrair o público e espaços para criar e inovar estão no link.
📍 Fica Leve: Rua Campos Sales, 1236, Maringá
📲 Instagram: @ficaleve









