Se tem uma coisa que Maringá tem feito bem nos últimos meses é colocar o café especial no centro da cena — e não só nas xícaras. Depois da Coffee Week em junho e do cardápio julino temático em julho, agosto chegou embalado por trilhas sonoras e experiências sensoriais com o Festival do Café – Jazz & Blues, promovido pela Rota dos Cafés Especiais de Maringá e Região.
A campanha transforma cafeterias em espaços de descoberta e afeto, com ambientações especiais, playlists temáticas, cardápios exclusivos e, em algumas delas, apresentações musicais ao vivo. A proposta é criar uma atmosfera acolhedora, que una música, café e histórias, valorizando tudo o que há por trás da bebida — do campo à mesa.
“Maringá está respirando café especial”, resume Patrícia Duarte, presidente da Rota. “É o terceiro mês seguido com ações acontecendo, e isso mostra como a cena está crescendo. Já tivemos Coffee Week, depois uma campanha julina super criativa, e agora esse festival que conecta o café com o jazz e o blues. Tudo isso faz parte de um ecossistema em expansão, que coloca o café especial no centro da experiência cultural da cidade.”
Segundo Patrícia, mesmo que o tempo das grandes lavouras de café tenha ficado no passado, a identidade cafeeira da cidade segue viva — mas em outras formas. “Maringá tem raiz profunda com a cafeicultura. E mesmo que a produção em escala tenha passado, seguimos sendo uma cidade do café. Hoje somos referência no serviço de cafés especiais, com cafeterias incríveis, torrefações autorais, curadoria, hospitalidade. O que nasce aqui na região chega na xícara do consumidor com muito cuidado, técnica e afeto.”
Uma das grandes novidades do festival é o lançamento de dois cafés colaborativos criados especialmente para a campanha: o Café Jazz, torrado pela Café Tamura, e o Café Blues, pela Café Semeado. Os dois foram produzidos a partir de uma colheita coletiva na propriedade do Seu Zé, em Terra Boa (PR), e partem do mesmo grão, torrado por torrefações diferentes — em uma experiência sensorial que convida o público a perceber como o mesmo café pode ganhar interpretações únicas, como acontece com a música.
“O café especial é uma arte viva”, diz Patrícia. “Assim como na música, um mesmo tema pode ser interpretado de formas diferentes, e ainda assim manter sua essência. Com o Café Jazz e o Café Blues, a gente quer que as pessoas sintam isso na xícara.”
A ideia é provocar sentidos e, ao mesmo tempo, valorizar a cadeia produtiva do café especial, aproximando produtores, torrefadores, baristas e consumidores. “Esse é um café que começa no campo e termina com música”, resume Celene Viana, do Semeado Cafés Especiais. “Queremos que as pessoas sintam essa conexão. Que descubram o café de um jeito novo, mais sensível, mais vivo.”
Para saber quem está participando e acompanhar a programação de apresentações ao vivo, basta seguir o perfil oficial da Rota dos Cafés Especiais no Instagram: @cafesespeciaismaringa.











